Ao longo da história do
Brasil, desde a colonização, muitas das grandes comunidades indígenas
tupi-guarani foram dizimadas por estarem no caminho dos interesses do
homem branco. Por sorte, algumas pistas foram deixadas para trás e podem
contar suas histórias!
Entre as mais interessantes estão peças de cerâmica produzidas por esses grupos indígenas. Em Alagoas, há um grupo de pesquisadores determinados a estudá-las – eles mapearam os achados arqueológicos dos sítios da região para desvendar essa tradição.
Logo
de cara, dá para ver que os diferentes grupos fabricavam cerâmicas
também diversificadas. “Mas, apesar de cada etnia ter suas
particularidades, as cerâmicas produzidas apresentam também muitas
características semelhantes”, conta o historiador João Carlos Lima de
Morais, da Universidade Federal de Alagoas.
Uma dessas semelhanças é a finalidade das peças: alguns tipos de urnas eram usados para depositar partes dos corpos de guerreiros sacrificados, em cerimônias realizadas pelo grupo. Outras vasilhas, por sua vez, eram utilizadas para guardar mandioca e outros alimentos. E havia ainda inúmeras finalidades para os vasos, que atendiam às diferentes necessidades do dia a dia das aldeias.
João
explica que ainda existem mais de 300 etnias indígenas espalhadas pelo
Brasil, incluindo alguns grupos tupi-guarani. Embora eles preservem um
pouco das tradições passadas, é muito difícil determinar o significado
exato das complexas pinturas presentes nas cerâmicas de seus
antepassados.
“Os materiais produzidos apresentavam com frequência complexos desenhos geométricos e abstratos nas cores branca, vermelha, preta e cinza”, descreve o pesquisador. “Uma característica importante dessa tradição era o papel central da mulher na produção, uma forma de expressão cultural da qual elas mesmas se orgulhavam.”
Mais pistas
Além de objetos para uso cotidiano, alguns documentos históricos produzidos pelos primeiros colonizadores nos deixaram informações preciosas sobre os tupi-guarani. Um traço cultural marcante que revelam é, por exemplo, a forma de organização das aldeias: as ocas eram dispostas ao redor de uma praça que era palco de diversos eventos sociais da aldeia.
“Ao redor dessa praça, as estruturas poderiam ser das mais diversas, como cabanas para abrigar animais de estimação e depósitos”, explica João. “Se o local de ocupação estivesse em uma área muito disputada, ataques inimigos podiam acontecer. Por isso, eram instaladas paliçadas – algo como uma parede de estacas de madeira – para proteção contra os invasores”, completa.
Entre as mais interessantes estão peças de cerâmica produzidas por esses grupos indígenas. Em Alagoas, há um grupo de pesquisadores determinados a estudá-las – eles mapearam os achados arqueológicos dos sítios da região para desvendar essa tradição.
Pintura
originalmente com uma cor vermelha muito viva e traços mais grossos,
desgastada pela passagem do tempo. (foto: Rute Barbosa)
Uma dessas semelhanças é a finalidade das peças: alguns tipos de urnas eram usados para depositar partes dos corpos de guerreiros sacrificados, em cerimônias realizadas pelo grupo. Outras vasilhas, por sua vez, eram utilizadas para guardar mandioca e outros alimentos. E havia ainda inúmeras finalidades para os vasos, que atendiam às diferentes necessidades do dia a dia das aldeias.
Fragmento de cerâmica com detalhes em vermelho sobre um fundo branco, além de linhas finas e pontos. (foto: Rute Barbosa)
“Os materiais produzidos apresentavam com frequência complexos desenhos geométricos e abstratos nas cores branca, vermelha, preta e cinza”, descreve o pesquisador. “Uma característica importante dessa tradição era o papel central da mulher na produção, uma forma de expressão cultural da qual elas mesmas se orgulhavam.”
Mais pistas
Além de objetos para uso cotidiano, alguns documentos históricos produzidos pelos primeiros colonizadores nos deixaram informações preciosas sobre os tupi-guarani. Um traço cultural marcante que revelam é, por exemplo, a forma de organização das aldeias: as ocas eram dispostas ao redor de uma praça que era palco de diversos eventos sociais da aldeia.
“Ao redor dessa praça, as estruturas poderiam ser das mais diversas, como cabanas para abrigar animais de estimação e depósitos”, explica João. “Se o local de ocupação estivesse em uma área muito disputada, ataques inimigos podiam acontecer. Por isso, eram instaladas paliçadas – algo como uma parede de estacas de madeira – para proteção contra os invasores”, completa.
Isabelle Carvalho,
estagiária do Instituto Ciência Hoje
Desde criança, sempre gostei de ler e escrever histórias. Hoje, estou
muito feliz por poder contar muitas histórias sobre ciência na CHC!
Ops : Autora : Isabelle Carvalho ;)
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